O projeto, promovido pela Rede Elétrica Nacional (REN), empresa que gere a Rede Nacional de Transporte de Eletricidade, vai abranger os concelhos de Boticas, Chaves, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar, nomeadamente as freguesias de Bragado, Capeludos de Aguiar e União das Freguesias de Pensalvos e Parada de Monteiros, num total de 4.616 hectares.
A nova linha elétrica Carrapatelo
– Vila Pouca de Aguiar terá uma tensão de 220/400 kV, especificamente no troço
entre Ribeira de Pena e a ligação à linha Valpaços-Vila Pouca de Aguiar.
Segundo o EIA no seu resumo não
técnico disponibilizado no portal Participa, a infraestrutura vem no seguimento
do Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC 2030), no qual Portugal definiu
que pretende “reforçar a produção de energia renovável” e que “uma das metas
principais é atingir 10,4 GW de energia eólica produzida em terra”. O documento
refere ainda que a maior parte do potencial eólico “encontra-se no Norte e
Interior do território, especialmente nas regiões Centro/Centro-Interior e
Trás-os-Montes”.
No mesmo resumo, indicam ainda
que há um limite na produção de energia nas subestações. “As subestações da
rede elétrica em Trás-os-Montes estão quase no máximo da sua capacidade,
especialmente as subestações de Macedo de Cavaleiros, Valpaços e Vila Pouca de
Aguiar”. Para tal, é necessário que as infraestruturas atuais sejam reforçadas,
explica o EIA.
No estudo revelam também estar a analisar
diversos corredores para a infraestrutura e que os dividiram em 18 troços que
podem ser combinados de diferentes formas, e que o objetivo da combinação é
“criar várias opções e depois compará-las para perceber qual terá menos
impactes ambientais, sociais e económicos”.
Quanto aos impactes ambientais
identificados como mais relevantes, os responsáveis pelo EIA indicam que
ocorrerão na fase de construção, embora de “magnitude reduzida, localizados e
podem ser minimizados”. Estão associados, sobretudo, “à circulação de veículos,
às movimentações de terras, à montagem dos apoios da linha elétrica e criação
da faixa de proteção da linha” que se revelam, por exemplo, no abate de árvores
em regime florestal e interferência em habitats de fauna e flora.
No EIA referem ainda que a “construção
propriamente dita só avançará depois de aprovado o Projeto de Execução, onde a
localização exata da linha elétrica será definida.”
O projeto da linha elétrica
Carrapatelo-Vila Pouca de Aguiar estará em consulta pública até ao dia 31 de
julho.
Ângela Vermelho
Foto ilustrativa: ERedes
Sociedade
