A obra, com texto e encenação de
Cândido Sobreiro, retrata a aldeia raiana de Cambedo da Raia, no concelho de
Chaves, que, em 1946, na conjuntura da guerra de Espanha, foi cercada por
forças repressivas de ambas as ditaduras ibéricas e bombardeada com morteiros,
tendo resultado em várias pessoas mortas, feridas e presas pela PIDE.
Numa nota publicada no Facebook,
o Teatro de Balugas refere que a distinção “honra
a memória de Cambedo da Raia, aldeia portuguesa marcada, em 1946, pela
violência das duas ditaduras ibéricas”.
“No ano em que se assinalam os 80 anos destes acontecimentos, este prémio
recorda-nos que a história, a memória e a identidade do nosso povo continuam
vivas. É também a prova de que o teatro pode ser um poderoso lugar de memória,
encontro e resistência”, referem na mesma nota.
O prémio distingue o melhor
espetáculo de teatro amador apresentado fora de Espanha, tendo sido entregue a
20 de junho, em Getxo, em Bilbau.
Segundo a companhia de teatro de
Barcelos, o espetáculo narrativo utiliza a linguagem corporal, sonoridades e
elementos visuais para retratar o cerco militar à aldeia raiana de Cambedo pelas
ditaduras ibéricas, e destaca a solidariedade e resistência das gentes locais.
Nas redes sociais, a Junta de
Freguesia felicitou e agradeceu “profundamente
ao Teatro de Balugas por ter abraçado a história de Cambedo da Raia e a ter
levado aos palcos com tanto rigor, sensibilidade e respeito. Graças ao seu
trabalho, dedicação e talento, a memória daqueles acontecimentos continua viva
e chega a públicos de diferentes gerações e países”.
Este prémio “é um reconhecimento do mérito de todos os envolvidos neste
extraordinário projeto e enche de orgulho a população de Cambedo da Raia e toda
a freguesia”, disse a Junta de Freguesia de Vilarelho da Raia.
Sara Esteves
Foto: Teatro Balugas
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