Consulta pública da Variante a Boticas e ligação à A24 decorre até 17 de julho


Está a decorrer até 17 de julho de 2026 a consulta pública relativa ao projeto “Variante a Boticas e Ligação à A24”, no âmbito do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), anunciou a CCDR Norte.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte) anunciou que se encontra a decorrer o período de consulta pública do projeto “Variante a Boticas e Ligação à A24”, cuja entidade promotora é a Savannah Lithium, Lda.

Segundo a CCDR Norte, a consulta pública arrancou a 05 de junho e decorre até 17 de julho de 2026, sendo que a documentação está disponível para consulta no portal Participa.

Durante este período, “todos os cidadãos e entidades interessadas podem apresentar comentários, observações e contributos através da plataforma Participa, no âmbito deste processo” de consulta pública promovido pela Agência Portuguesa do Ambiente, lê-se numa nota publicada nas redes sociais.

O Projeto da Variante a Boticas e Ligação à A24 localiza-se nos concelhos de Boticas (freguesias de Ardãos e Bobadela, Beça, Boticas e Granja, Sapiãos, Vila e Viveiro) e de Chaves (freguesia de Redondelo).

Segundo a Savannah, a infraestrutura “vai reduzir o isolamento da região e reforçar acesso a Chaves, Vila Real e Espanha”, disse a empresa numa nota enviada.

A responsável pelo projeto da mina de lítio em Covas do Barroso refere que a concretização desta variante “responde a uma aspiração de várias décadas da população do concelho de Boticas, permitindo reduzir significativamente os tempos de deslocação e melhorar o acesso à rede de autoestradas”.

“A nova ligação facilitará o acesso a centros urbanos e à fronteira com Espanha, contribuindo para uma maior integração territorial e mobilidade na região”, lê-se ainda na mesma nota.

Estão em análise duas alternativas de traçado: a opção de Traçado Norte, com cerca de 16,5 km, e a opção de Traçado Sul, com aproximadamente 17,3 km. “Ambas foram desenvolvidas tendo em consideração critérios técnicos, ambientais e sociais de referência”, refere ainda a Savannah.

Emanuel Proença, CEO da Savannah disse, citado em comunicado, que este “é um passo decisivo para concretizar uma infraestrutura há muito aguardada pelas gentes do Barroso” e que as opções de traçado em consideração “são o resultado de várias reuniões de coordenação extremamente produtivas com a Câmara Municipal de Boticas e outras entidades como a Infraestruturas de Portugal (IP) e o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), assegurando a participação pública como elemento fundamental para assegurar que o projeto responde de forma equilibrada às necessidades da região, promovendo desenvolvimento económico, coesão territorial e sustentabilidade”.

 

Sara Esteves

Foto: DR


16/06/2026

Sociedade


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