Secundária Dr. Júlio Martins celebra 107 anos e revive memórias no museu da escola
A Escola Secundária Dr. Júlio Martins, em Chaves, assinalou esta quinta-feira, 30 de abril, o Dia da Escola com atividades culturais, pedagógicas e desportivas. A cerimónia ficou marcada pela visita ao Museu Júlio Martins e pela reflexão sobre os desafios atuais da educação.
As comemorações arrancaram com a
cerimónia do hastear das bandeiras, dinamizada pelo Regimento de Infantaria n.º
19, seguindo-se intervenções da presidente do Conselho Geral do Agrupamento, do
diretor da escola, Gil Alvar, e do presidente da Câmara Municipal de Chaves,
Nuno Vaz.
Ao longo da manhã decorreram
visitas a ‘stands’, palestras, exposições, atividades práticas e torneios
desportivos, além de visitas ao Museu Júlio Martins, criado em parceria com a
Associação de Ex-Alunos da escola.
Segundo o diretor do agrupamento,
este espaço pretende preservar e divulgar a história da instituição de ensino
ao longo dos seus 107 anos.
“Este museu, que foi feito em
conjunto com a Associação de ex-alunos da Escola Doutor Júlio Martins, pretende
fazer também aqui uma viagem desde aquilo que são os inícios da escola até à
era atual. Temos aqui registos e memórias de todo o caminho que esta escola fez
ao longo dos últimos 107 anos”, afirmou Gil Alvar.
O museu, aberto desde setembro de
2025, reúne fotografias, medalhas, equipamentos desportivos, mobiliário antigo
e materiais didáticos ligados às antigas áreas industriais da escola. “Temos
registos de máquinas das oficinas desde a sua fase de implantação. Temos também
armários com aquilo que era a forma de registar toda a área administrativa e
pedagógica dos professores, entre outros equipamentos que foram usados pela escola
para a formação dos alunos de secretariado, tecelagem, manutenção industrial e
construção civil, por exemplo”, referiu.
Gil Alvar destacou ainda o
interesse demonstrado por antigos alunos que visitam o espaço para recordar os
anos de formação. “É curioso como com muita frequência, ex-alunos desta escola
com 60, 70, 80 anos se dirigem aqui. Agora que sabem que existe este museu (…)
têm sempre necessidade de regressar também para recordar, de forma mais direta,
aquilo que eram os equipamentos que os formaram e com muito orgulho”, disse.
O diretor sublinhou a importância
histórica deste estabelecimento de ensino, fortemente ligado à vertente
industrial. “Não há muitas escolas no país com mais de 100 anos, eventualmente
não chegará a 30 escolas, as que terão 107 anos”, afirmou.
Com cerca de mil alunos e 280
professores, o agrupamento enfrenta atualmente desafios relacionados com a
adaptação tecnológica e o impacto da inteligência artificial no ensino.
“Atualmente, o principal desafio
é a inteligência artificial e a escola tem que trabalhar, porque sabemos que os
nossos alunos também a utilizam”, afirmou.
“O principal desafio está a ser e
será uma utilização consciente e também protegida, para que não corramos o
risco de que os nossos alunos pensem que tudo já está feito e tudo pode ser
apresentado pela inteligência artificial”, acrescentou.
Durante a tarde decorreu um jogo
de voleibol entre professores e alunos finalistas, bem como a Gala de Talentos
Júlio Martins. O programa prolonga-se pela noite com um Sarau Multicultural e
encerra às 23h00 com a tradicional partilha do bolo comemorativo.
O Agrupamento de Escolas Dr.
Júlio Martins deverá inaugurar um Centro Tecnológico Especializado (CTE)
Industrial, financiado com cerca de 1,7 milhões de euros pelo Plano de
Recuperação e Resiliência (PRR). Este centro procurou modernizar a oferta
formativa profissional, incluindo áreas como manutenção industrial, soldadura,
eletrónica, eletrotecnia e produção 3D.
Sara Esteves
Fotos: Carlos Daniel Morais
30/04/2026
Sociedade
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