A Comissão de Coordenação e
Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte) anunciou que se encontra a
decorrer o período de consulta pública do projeto “Variante a Boticas e Ligação
à A24”, cuja entidade promotora é a Savannah Lithium, Lda.
Segundo a CCDR Norte, a consulta
pública arrancou a 05 de junho e decorre até 17 de julho de 2026, sendo que a
documentação está disponível para consulta no portal Participa.
Durante este período, “todos os
cidadãos e entidades interessadas podem apresentar comentários, observações e
contributos através da plataforma Participa, no âmbito deste processo” de
consulta pública promovido pela Agência Portuguesa do Ambiente, lê-se numa nota
publicada nas redes sociais.
O Projeto da Variante a Boticas e
Ligação à A24 localiza-se nos concelhos de Boticas (freguesias de Ardãos e
Bobadela, Beça, Boticas e Granja, Sapiãos, Vila e Viveiro) e de Chaves
(freguesia de Redondelo).
Segundo a Savannah, a infraestrutura
“vai reduzir o isolamento da região e
reforçar acesso a Chaves, Vila Real e Espanha”, disse a empresa numa nota
enviada.
A responsável pelo projeto da
mina de lítio em Covas do Barroso refere que a concretização desta variante “responde a uma aspiração de várias décadas
da população do concelho de Boticas, permitindo reduzir significativamente os
tempos de deslocação e melhorar o acesso à rede de autoestradas”.
“A nova ligação facilitará o acesso a centros urbanos e à fronteira com
Espanha, contribuindo para uma maior integração territorial e mobilidade na
região”, lê-se ainda na mesma nota.
Estão em análise duas
alternativas de traçado: a opção de Traçado Norte, com cerca de 16,5 km, e a
opção de Traçado Sul, com aproximadamente 17,3 km. “Ambas foram desenvolvidas tendo em consideração critérios técnicos,
ambientais e sociais de referência”, refere ainda a Savannah.
Emanuel Proença, CEO da Savannah disse,
citado em comunicado, que este “é um passo decisivo para concretizar uma infraestrutura
há muito aguardada pelas gentes do Barroso” e que as opções de traçado em
consideração “são o resultado de várias
reuniões de coordenação extremamente produtivas com a Câmara Municipal de
Boticas e outras entidades como a Infraestruturas de Portugal (IP) e o
Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), assegurando a participação
pública como elemento fundamental para assegurar que o projeto responde de forma
equilibrada às necessidades da região, promovendo desenvolvimento económico,
coesão territorial e sustentabilidade”.
Sara Esteves
Foto: DR
Sociedade
