Bloco de Esquerda questiona Governo sobre alegada poluição no rio Corgo e na ribeira de Pena


O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Ministério do Ambiente e da Energia sobre os alegados episódios de poluição no rio Corgo e na ribeira de Pena, na localidade de Tourencinho, no concelho de Vila Pouca de Aguiar. O partido exige medidas de fiscalização, recuperação ambiental e responsabilização dos eventuais infratores.

O deputado Fabian Figueiredo, na pergunta dirigida ao Governo, refere que o partido teve conhecimento, através de relatos e denúncias, de episódios de poluição nos dois cursos de água, no rio Corgo e na ribeira de Pena, na localidade de Tourencinho, no concelho de Vila Pouca de Aguiar. Segundo o Bloco, a situação tem gerado preocupação entre a população local e entidades da sociedade civil.

De acordo com o partido, “têm sido registados episódios de descargas de efluentes associados à atividade vinícola, resíduos urbanos sem tratamento e outros focos de contaminação que afetam significativamente a qualidade da água e os ecossistemas ribeirinhos”, lê-se numa nota enviada.

O Bloco refere ainda que, segundo informações divulgadas pela comunidade local, foi registado a 28 de abril um episódio em que o rio apresentou uma coloração avermelhada, “tendo sido acionadas as autoridades competentes”, referem no mesmo documento.

Na localidade de Tourencinho, na freguesia de Telões, os habitantes relatam, segundo o partido, uma degradação das condições ambientais do rio, e apontam para a “presença frequente de maus odores, especialmente durante os meses de verão, quando o caudal é mais reduzido”.

De acordo com os testemunhos recolhidos junto da população, “o curso de água apresenta sinais evidentes de degradação ecológica, incluindo a ausência de peixes e outras formas de vida aquática que outrora eram comuns”.

Segundo o Bloco de Esquerda, os moradores afirmam também que a água deixou de poder ser utilizada em condições de segurança para fins agrícolas, “devido à sua má qualidade e à suspeita de contaminação por substâncias poluentes”, lê-se na nota.

O partido acrescenta que existem relatos sobre a presença de partículas e sedimentos alegadamente provenientes da atividade das pedreiras e da extração de granito na região, situações que, de acordo com a população, “contribuem para a degradação da qualidade da água, sobretudo em períodos de precipitação intensa”, referem.

Na pergunta parlamentar, o Bloco refere ainda que análises efetuadas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) classificam a qualidade da água como “medíocre, reforçando as preocupações manifestadas pelas comunidades locais quanto ao estado de conservação destes ecossistemas”.

O partido quer saber que medidas concretas estão previstas para prevenir novas descargas poluentes, reforçar a fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e garantir a recuperação ambiental do rio Corgo e da ribeira de Pena.

Os bloquistas questionam também se existe algum plano de investimento ou intervenção, em articulação com a APA, autarquias locais e outras entidades competentes.

Por último, o Bloco de Esquerda pede esclarecimentos sobre as diligências que o Ministério do Ambiente e da Energia pretende desenvolver para averiguar a situação denunciada e assegurar a eventual responsabilização e reparação dos danos causados.

 

Sara Esteves

Foto: Interior Do Avesso


02/06/2026

Sociedade


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