Chaves apresenta plano estratégico até 2035 com 43 projetos e 163 ações para reforçar competitividade e qualidade de vida
O Município de Chaves apresentou na quinta-feira, 28 de maio, o Plano Estratégico CHAVES20.30, um documento que define a visão de desenvolvimento do concelho até 2035 e prevê a concretização de 43 projetos e 163 ações em áreas como ambiente, habitação, mobilidade, economia, turismo e coesão territorial. A apresentação pública da versão preliminar do plano decorreu na Biblioteca Municipal e ficará em breve em discussão pública.
Na abertura da sessão, o Presidente
da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, afirmou que a autarquia pretende construir uma
estratégia para uma cidade “dinâmica,
viva, empreendedora, aprendente, dialogante, sustentável, inovadora e
acessível”, e defendeu que o documento deve resultar de um processo
participado e refletir a visão coletiva do concelho.
“Queremos que ele seja um documento muito participado, discutido e que
as opções sejam feitas em consciência depois de serem debatidas e confrontadas
com outras visões e abordagens estratégicas”.
O plano foi elaborado por uma
consultora e resulta de um processo de auscultação que envolveu o executivo
municipal, dirigentes da autarquia, 33 juntas de freguesia, 41 entidades locais
e regionais, associações e a comunidade flaviense, além de um questionário
público dirigido à população que obteve 103 contributos.
Durante a apresentação, o
consultor Ricardo Agostinho explicou que o documento foi pensado com horizonte
de 10 anos, até 2035, e que procurou traduzir numa estratégia integrada nos
principais desafios do território que passam por projetar Chaves como um
território “mais dinâmico, mais
resiliente, mais sustentável e mais atrativo”.
Assumindo como desígnio “Projetar
Chaves enquanto território sem fronteiras, aberto a novas dinâmicas de
desenvolvimento”, o plano define como visão estratégica “Chaves, polo de vida,
economia e cultura”.
O plano tem 22 linhas de orientação
e a estratégia está organizada em cinco objetivos principais: 1- território
natural, sustentável e resiliente; 2- território atrativo, inclusivo e
saudável; 3- território histórico, cultural e turístico; 4- território
competitivo, inovador e digital; e 5-território mais próximo e acessível.
Entre os projetos considerados
estruturantes estão medidas ligadas à valorização dos recursos hídricos e da
geotermia, à requalificação urbana e ambiental, à criação de respostas de
habitação acessível, ao reforço da rede de transportes públicos, à captação de
investimento e ao desenvolvimento do ensino superior e da investigação.
A água surge como um dos
elementos centrais do documento, apontada como fator “diferenciador da identidade do concelho e como recurso estratégico nas
áreas do termalismo, turismo, sustentabilidade ambiental e economia”,
apontou o consultor durante a apresentação do plano.
A proximidade à fronteira com
Espanha e a ligação ao espaço ibérico são também assumidas como oportunidade
estratégica.
Durante a apresentação, Ricardo
Agostinho sublinhou que Chaves “chega
mais rapidamente a Madrid do que chega a Lisboa”, tendo defendido que essa
realidade deve ser encarada “não como uma
dificuldade, mas como potencial”.
O plano prevê ainda mecanismos de
monitorização ao longo da próxima década, com identificação das entidades
responsáveis por cada ação, estimativas de investimento e possíveis fontes de
financiamento.
A autarquia pretende agora
recolher contributos da população e das instituições antes da aprovação da
versão final do documento.
Texto e Fotos: Sara Esteves
29/05/2026
Sociedade
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