Segundo uma nota enviada, a
visita foi movida “pela curiosidade sobre a relação entre a raça Maronesa e o
extinto auroque”, uma espécie de bovino selvagem extinto, “abundantemente
gravado nas pedras que ladeiam o rio Côa”, onde alguns confrades e familiares
se deslocaram ao museu para observar as gravuras.
A Confraria das Serranas –
Maronesa explica ainda que poderá haver ligações entre o animal extinto e
algumas raças da região. “O auroque pode partilhar uma ancestralidade com
diversas raças autóctones da nossa região. A raça Maronesa, pela sua morfologia
e assertividade comportamental, será a que mais se aproxima deste bovino
selvagem que habitou estas paragens há mais de dez mil anos”.
Os confrades e familiares
acompanharam as explicações do trabalho de investigação científica que a
Fundação do Côa tem vindo a desenvolver, “no sentido de aprofundar o
conhecimento sobre as Gravuras do maior Parque Arqueológico de Arte Rupestre da
Europa”, lê-se na mesma nota.
Este Capítulo da Primavera
terminou com um almoço convívio que, afirmou a Confraria, “contribuiu para
fomentar a aproximação dos atuais e futuros confrades, em torno desta raça de
bovinos que a Confraria carinhosamente trata por Gado Serrano, em homenagem ao
nome antigo, ainda hoje usado frequentemente pelos nossos criadores”,
contextualizam.
Fundada a 28 de dezembro de 2018
por cinco criadores de Vila Pouca de Aguiar, a Confraria das Serranas –
Maronesa, nasceu com a “missão de preservar, promover e valorizar a raça e o
seu território”. A Confraria destaca ainda a importância “vital desta raça para
a sustentabilidade económica, gastronómica e turística da região”.
Com esta iniciativa e outras a
executar no futuro, referem, procuram garantir que a “nobreza e a qualidade
ímpar da raça Maronesa continuem a contribuir para o desenvolvimento e
equilíbrio harmonioso do território”, concluem.
Fotos: Confraria das Serranas –
Maronesa
Sociedade
