Acesso ao Parque Termal de Vidago passa a ser pago a partir de amanhã
O acesso ao Parque Termal de Vidago passa, a partir de amanhã, 02 de abril, a ter um custo de 2,50 euros para visitantes não residentes e não hóspedes, numa medida justificada pela necessidade de “preservar o património natural” e garantir “os mais elevados padrões de segurança”, anunciou a empresa gestora.
A entidade gerente vai passar a
cobrar o acesso ao interior do parque termal de Vidago a visitantes não
residentes a partir de 02 abril. Segundo
a empresa, a introdução do novo modelo de gestão de acessos ao Parque do Vidago
para visitantes não residentes e não hóspedes pretende responder à “pressão crescente” sobre o parque, que
tem registado “uma afluência crescente”,
apontou a VMPS – Águas e Turismo SA, numa resposta enviada ao Canal Alto Tâmega.
A empresa refere que a medida
visa assegurar “os mais elevados padrões
de segurança e conservação deste património centenário” e sublinha que o
aumento do número de visitantes, “atingindo picos de 400 visitantes diários
durante o período estival”, tem criado “desafios
crescentes à integridade da flora local, à gestão de resíduos e à segurança dos
próprios visitantes, dada a coexistência com as áreas de prática de golfe”,
lê-se na nota enviada à redação.
No novo modelo, “residentes em Vidago e hóspedes mantêm o
livre acesso ao Parque”, sendo a cobrança aplicada apenas a visitantes
externos. A empresa adianta ainda que “20%
da receita anual reverterá a favor da Associação Humanitária dos Bombeiros
Voluntários de Vidago”.
A VMPS defende que a medida é também
“um compromisso de responsabilidade
social e ambiental” e explica que pretende “assegurar uma experiência de visita mais consciente e responsável, ao
mesmo tempo que reforça o nosso apoio a uma instituição local”.
A empresa gestora refere que a decisão
pretende “mitigar comportamentos que
estão a colocar em risco o acervo natural, como a deposição de resíduos fora
das infraestruturas existentes para o efeito ou danos na vegetação”, lê-se
no documento enviado pela VMPS, grupo da Super Bock Group.
“O Parque de Vidago é um ativo natural e histórico inestimável. A nossa
prioridade é garantir que este espaço continue a ser um pulmão de
biodiversidade e um local seguro para todos e de acesso livre aos habitantes da
vila,” refere Maria José David, Diretora do Turismo da VMPS, citada em
comunicado.
“Com este passo, asseguramos uma experiência de visita mais consciente
e responsável, ao mesmo tempo que reforçamos o nosso apoio a uma instituição
local como a Associação dos Bombeiros Voluntários de Vidago”, diz ainda
citada.
A entrada no parque é livre para
residentes e hóspedes. Os não residentes podem ter acesso aos bilhetes à
entrada do parque. A medida tem gerado contestação por parte da União de
Freguesias de Vidago, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras, que
considera a decisão um “retrocesso na
desejada revitalização turística da Vila de Vidago, e por ser mais uma barreira
na ligação histórica que a Vila sempre teve com aquele espaço”, explica a
Presidente da União das Freguesia de Vidago, Ana Fontes, num aviso publicado no
Facebook desta freguesia.
Contudo, a autarca de freguesia reconhece
as preocupações apontadas com a preservação e segurança do parque.
“Esta não é a solução que desejávamos. Entendemos os argumentos da
gestão do Vidago Palace Hotel, nomeadamente no que diz respeito à preservação
da qualidade da oferta turística prestada aos seus clientes, em questões como a
privacidade e a tranquilidade do espaço envolvente ao Hotel. Apresentamos os
nossos argumentos com assertividade, mas sempre com responsabilidade e lealdade
institucional, sem colocar em causa os protocolos existentes entre a Super Bock
Group e as diversas Associações da Vila”, lê-se no mesmo aviso.
Sara Esteves
Fotos: Carlos Daniel Morais
01/04/2026
Sociedade
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